“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! Portanto, permanecei firmes e não vos sujeiteis outra vez a um jugo de escravidão.” – Gálatas 5: 1
“Portanto, vos afirmo: Vivei pelo Espírito, e de forma alguma satisfareis as vontades da carne! Porquanto a carne luta contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne. Eles se opõem um ao outro, de modo que não conseguis fazer o que quereis.” – Gálatas 5: 16; 17.

Quando não conhecemos a vontade de Deus, é natural que obedeçamos aos comandos da carne, de uma alma inquieta, desesperada por satisfação e prazer. Mas a boa notícia quando conhecemos Jesus é que Ele nos libertou desse cativeiro chamado nós mesmos. E não estou me referindo somente a pecado, se trata das questões de identidade, de paternidade, carência e por aí vai.
Quando passamos tempo envolvidos com as coisas do Senhor, o Espírito Santo começa a te ensinar algumas coisas, te convence do pecado, revela as suas fraquezas a você mesmo, etc. para que de alguma forma você se posicione e haja uma transformação de mentalidade, e dessa forma a graça e o amor de Deus ficam cada vez mais evidentes, e então a partir desse reconhecimento você está livre. Entenda que obediência não é uma condição pra Ele te amar, porque afinal, Deus  nos elegeu Nele antes da fundação do mundo (Efésios 1: 4), mas é a porta de entrada para que Ele tenha prazer em você, obediência é sinônimo de amor.
E a liberdade que o Senhor nos outorgou pode ser resumida da seguinte forma:
Existem duas mesas postas, ambas estão disponíveis pra você, uma te revela amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. E a outra satisfaz todos os desejos que seu coração fabricou ao longo dos anos, acredite, ela tem uma bela aparência.
A primeira te coloca nas situações difíceis, pra ver até onde é capaz de amar, até que ponto você é paciente, até que ponto é dependente de Deus, te molda como um vaso de barro, mas no final deposita algo dentro de você, imprime em você um caráter e uma conduta justa, sem que precise ser autossuficiente, mas ninguém disse que é fácil.
A grande questão é ter as duas diante de você, e ainda sim com sua razão e consciência preferir onde o Senhor se assenta. Digo razão e consciência, porque somos constantemente movidos por emoção, e se escolhemos o Senhor apenas quando sentimos arrepios, quando vemos milagres e maravilhas, bênçãos sobre nós, estamos sendo idólatras do nosso próprio EU.
A mesa que satisfaz sua carne é a mesma que te cobra um preço alto, porque ela não te cura, não te liberta dos pensamentos opressores, ela te oferece uma bandeja tendo felicidade como nome, mas não passa de um alimento com prazo de validade. A libertinagem permite que você faça suas próprias vontades, mas ela não te justifica no seu erro, não te acolhe nem te perdoa. Pelo contrário, faz de você responsável por sua própria incapacidade, se isso não é escravidão, eu não sei o que é.
Deus te oferece amor, te fazendo amar seus inimigos, te oferece bens desde que você esteja disposto a entregá-los quando Ele te pedir, te oferece domínio próprio fazendo silêncio, porque se sua mente não o reconhece no caos significa que não tem domínio sobre você mesmo, e se move apenas se Ele se apresenta com grande aparência, caso o contrário, não domina sobre a carne.
Escolha o Senhor, decida viver por Ele, saiba que se trata de decisão, entrega, rendição. Ser filho de Deus te leva a ser semelhante ao primogênito, morrer pra si mesmo, por amor, com a certeza da Sua revelação. O reino de Deus te ensina a ser um filho com maturidade para que você esteja preparado para a grande comissão, te chama pra perto, te chama para o serviço sacerdotal, te faz participante da Sua obra, te livra de um cativeiro de degeneração, porque aponta para o que é eterno, e não para o que é terreno, e em amor Ele se revela a você. “O Reino dos céus assemelha-se a um tesouro escondido no campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o novamente. Então, transbordando de alegria, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele terreno. A pérola de grande valor” – Mateus 13; 44.
E a palavra nos garante “Se somos filhos, então, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se realmente participamos dos seus sofrimentos para que, da mesma maneira, participemos da sua glória. O sofrimento e a glória futura. Estou absolutamente convencido de que os nossos sofrimentos do presente não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.” – Romanos 8:17; 18.

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